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A mostrar mensagens de junho 22, 2025

A vida em Chã das Caldeiras depois de 2014: presente e futuro.

O vulcão do Pico do Fogo, com seus 2.829 metros, é o ponto mais alto de Cabo Verde e o epicentro de várias erupções que marcaram a história, a geografia e a vida dos seus habitantes. Desde os primeiros relatos documentados no século XVIII, as erupções do vulcão vêm moldando a ilha. Uma das mais antigas registradas aconteceu em 1680, seguida por outras no século XIX, como a de 1847 e a de 1951, que causaram grandes danos materiais, deslocamento de pessoas e profundas transformações na paisagem.  A erupção de 1951, por exemplo, foi uma das mais devastadoras, destruindo casas e plantações e levando à evacuação de comunidades inteiras. Apesar dos prejuízos, o povo do Fogo demonstrou resiliência e capacidade de reconstrução, retomando a vida com fé e trabalho árduo. Mais recentemente, a erupção de 2014 ficou gravada na memória coletiva por sua intensidade e duração. Durante quase um mês, lava, cinzas e gases vulcânicos afetaram diretamente a população da região de Chã das Caldeiras...

Os segredos do queijo de cabra do Fogo: tradição, sabor e identidade

O queijo de cabra da ilha do Fogo é muito mais do que um simples alimento. É um símbolo da resistência das comunidades locais, um produto que traduz a ligação entre o homem e a natureza dura e generosa da ilha vulcânica. Feito de forma artesanal, com leite fresco de cabras criadas em regime extensivo nas encostas do vulcão, este queijo é presença obrigatória na mesa foguense e orgulho da gastronomia cabo-verdiana. A produção de queijo de cabra no Fogo tem raízes antigas. Desde os primeiros tempos de povoamento, a criação de caprinos foi uma solução para enfrentar as limitações da agricultura em zonas áridas e montanhosas. O leite das cabras, rico e nutritivo, passou a ser transformado em queijo pelas famílias rurais, que o utilizavam tanto para consumo próprio como para troca e venda em feiras locais.  Em Chã das Caldeiras, Mosteiros e outras localidades da ilha, a tradição manteve-se viva ao longo das gerações. Até hoje, o queijo continua a ser produzido com métodos simples: o...

Receitas para fazer em casa: sabores do Fogo no seu prato

Estar longe da ilha do Fogo não significa abdicar dos sabores que nos fazem sentir em casa. A cozinha foguense é rica em pratos simples, feitos com ingredientes acessíveis e muito amor. Aqui partilhamos alguns guias rápidos para preparar em casa, mesmo para quem está fora, algumas das delícias típicas da ilha.  Cuzcuz Tradicionalmente ao pequeno-almoço, servido com mel de cana ou manteiga. Ingredientes: 500 g de farinha fina de milho 100 g de açúcar 1 colher de chá de sal Água q.b. Preparação: 1️⃣ Misture a farinha com o açúcar e o sal. 2️⃣ Polvilhe água aos poucos até formar uma massa areada (não deve ficar líquida). 3️⃣ Coloque num cuscuzeiro (ou panela de vapor) e cozinhe cerca de 40-45 minutos. 4️⃣ Sirva quente com manteiga, mel ou queijo fresco. Xerém Prato simples de milho, perfeito para quem procura conforto no prato. Ingredientes: 300 g de milho partido médio 150 g de toucinho (ou chouriço) 1 folha de louro Sal q.b. Preparação: 1️⃣ Lav...

Vinho do Fogo (Manecon) – História e o orgulho de uma ilha que cultiva na lava

O Vinho do Fogo , conhecido carinhosamente por manecon , é muito mais do que uma bebida tradicional: é a expressão da ligação profunda entre o povo do Fogo e a sua terra vulcânica. Produzido nas encostas e nas planícies negras da Chã das Caldeiras , o manecon carrega séculos de história e resistência. As origens da produção de vinho no Fogo A introdução da vinha na ilha do Fogo remonta ao período da colonização portuguesa, no século XVII. Foram os colonos que trouxeram as primeiras videiras e iniciaram as plantações nas zonas de altitude, sobretudo em Chã das Caldeiras, onde o solo vulcânico revelou-se ideal. Inicialmente, a produção destinava-se ao consumo local e a pequenas trocas comerciais entre as ilhas. Com o tempo, os habitantes do Fogo — descendentes de colonos, africanos e outros povos que se estabeleceram na ilha — desenvolveram técnicas próprias de cultivo e de vinificação. A vinha passou a ser um elemento central na economia de subsistência e na cultura alimentar da ilh...

As festas e a comida – O que não falta à mesa durante as festas de bandeira e romarias na Ilha do Fogo?

Na Ilha do Fogo, as festas das bandeiras e as romarias são muito mais do que momentos de devoção e tradição religiosa — são encontros comunitários onde a mesa ganha um lugar de destaque. A comida é parte essencial da celebração, símbolo de partilha, hospitalidade e identidade cultural. Cada prato servido conta uma história, traz à memória os antepassados e reforça os laços entre famílias e vizinhos. Nestes dias de festa, seja no almoço após a missa, no convívio na casa do festeiro ou nos encontros ao cair da tarde, há pratos que simplesmente não podem faltar . Cachupa Rica – A rainha da mesa. Preparada com milho, feijão, batata-doce, mandioca, couves, carne de porco, chouriço e, muitas vezes, peixe seco. A cachupa refogada no dia seguinte, servida com ovo estrelado e linguiça, é tão esperada quanto a original. Xerém – Um prato humilde e saboroso, feito com milho pilado cozido com toucinho e, por vezes, feijão. Costuma acompanhar carnes estufadas ou grelhadas. Cuscuz de milho –...

Como chegar à Ilha do Fogo?

  Se estás a planear uma visita à fascinante Ilha do Fogo, em Cabo Verde, tens duas opções principais para lá chegar: de avião ou de ferry. Cada escolha oferece uma experiência diferente, dependendo do tempo disponível e do tipo de viagem que pretendes fazer. De avião O voo parte da cidade da Praia (Santiago) com destino ao aeródromo de São Filipe. A viagem dura cerca de 35 a 37 minutos, sendo a forma mais rápida e cómoda de chegar à ilha, ideal para quem quer poupar tempo e evitar o mar. Os preços rondam os 9 500 a 10 000 escudos cabo-verdianos (CVE). De barco A viagem de Fastferry liga Praia ao porto de Vale de Cavaleiros (Fogo), com uma duração aproximada de 5 horas. Os bilhetes custam cerca de 3 500 a 4 000 CVE. Esta opção é indicada para quem prefere um ritmo de viagem mais calmo e quer desfrutar da paisagem marítima ao longo do percurso. Transporte na ilha Ao chegares ao Fogo, existem táxis e pick-ups disponíveis no porto que fazem o percurso até São Filipe por cerca ...

Desporto: Fogo vai ter ringue de boxe para dinamizar o desporto jovem

São Filipe, 17 de Junho de 2025 – A ilha do Fogo vai ganhar em breve um ringue de boxe, numa iniciativa do Governo destinada a promover a modalidade e a oferecer melhores condições de treino aos jovens atletas da região. A medida insere-se nos esforços de desenvolvimento do desporto e de inclusão juvenil. O anúncio foi feito pelo ministro adjunto do primeiro-ministro para a Juventude e Desporto, Carlos Monteiro, durante a abertura oficial da formação de monitores das Escolas de Iniciação Desportiva (EID), que decorre esta semana em São Filipe. O governante destacou o potencial do boxe e assegurou que os preparativos para a instalação do equipamento estão já em curso.  “Queremos que esta formação se traduza em prática real. O ringue será essencial para permitir treinos regulares, competições regionais e evolução dos nossos atletas”, afirmou Carlos Monteiro. A formação decorre ao longo de seis dias e conta com cerca de 90 participantes das ilhas do Fogo e da Brava. Os formandos es...

Desporto: Fogo e Brava com nova delegação regional do Instituto do Desporto e da Juventude

São Filipe, 16 de Junho de 2025 – Os jovens e agentes desportivos das ilhas do Fogo e da Brava passam a dispor, a partir de hoje, de uma delegação regional do Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ), oficialmente inaugurada na cidade de São Filipe. A nova estrutura visa aproximar as instituições públicas das comunidades e reforçar o apoio ao desenvolvimento do desporto e da juventude nas duas ilhas. A cerimónia de inauguração contou com a presença do ministro adjunto do primeiro-ministro para a Juventude e Desporto, Carlos Monteiro, de autoridades locais, representantes de associações juvenis e parceiros institucionais. Durante o ato, o governante destacou a importância da descentralização dos serviços públicos para garantir maior equidade no acesso às oportunidades. Segundo informações avançadas, esta delegação terá como missão apoiar tecnicamente e operacionalmente clubes desportivos, organizações juvenis e iniciativas comunitárias, assegurando uma execução mais próxima e efic...