A produção de queijo de cabra no Fogo tem raízes antigas. Desde os primeiros tempos de povoamento, a criação de caprinos foi uma solução para enfrentar as limitações da agricultura em zonas áridas e montanhosas. O leite das cabras, rico e nutritivo, passou a ser transformado em queijo pelas famílias rurais, que o utilizavam tanto para consumo próprio como para troca e venda em feiras locais.
Em Chã das Caldeiras, Mosteiros e outras localidades da ilha, a tradição manteve-se viva ao longo das gerações. Até hoje, o queijo continua a ser produzido com métodos simples: o leite fresco é coalhado com flor de cardo ou com sal, e o queijo é deixado a secar naturalmente ao ar, adquirindo um sabor único, levemente ácido e salgado.
Como se faz o queijo tradicional do Fogo?
O processo de fabrico é maioritariamente manual:
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O leite fresco é filtrado e colocado em recipientes próprios.
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É adicionado o coalho (antigamente, flor de cardo ou estômago de cabrito seco; hoje, em muitos casos, coalho industrial).
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A massa é separada do soro e moldada em formas simples, geralmente circulares.
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O queijo é deixado a secar ao ar durante dias, ganhando firmeza e sabor.
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Em alguns casos, o queijo é fumado para maior conservação e um toque especial de aroma.
Este produto distingue-se pelo sabor forte, textura firme e ligeiramente granulada, ideal para comer ao natural, com mel, goiabada ou na companhia de um bom vinho do Fogo (Manecon).
Onde comprar o queijo do Fogo?
Se visitares a ilha, podes encontrar o queijo tradicional:
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Nas feiras e mercados de São Filipe, Mosteiros e Cova Figueira.
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Diretamente nas casas dos produtores em Chã das Caldeiras e aldeias vizinhas (como Bangaeira e Portela).
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Em algumas lojas e cooperativas locais, que promovem o comércio justo e a preservação da tradição.

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